Hoje
saímos mais tarde, às 8:30h. Tentamos sacar $ em vários caixas automáticos e o
cartão do Neco não funcionou em
nenhum. Preocupação séria .
Como ainda tínhamos alguns bolivianos e
alguns dólares deixamos para resolver o problema em La Paz. Como o óleo da minha XT estava um pouco baixo fomos comprar um litro para
completar. É a maior dificuldade de encontrar alguma coisa pras motos. Os
postos (surtidores) são simplesmente as bombas de gasolina e um frentista. Não
tem mais nada. Fora da cidade falamos com um motorista de Táxi que se ofereceu
pra levar-nos numa loja de “lubricantes” onde conseguimos o óleo.
Pegamos
a estrada. São 420km até La Paz. Levamos 11h. Problemas? Não. Um puta dum visual. A gente
mais parava pra fotos do que rodava. A estrada é excelente. Nos primeiros 30km
é quase plano. Daí pra frente vai-se subindo bastante.
No km 60 há uma “bolsa
negra” de combustível. Neste ponto já estamos a 2.200m a.n.m.
No km 92 há um surtidor na localidade de
Pongo (4.000m). Aí as motos começam a falhar e engasgar. Não dá pra abrir o
punho que ela engasga. Subindo a 70/90km/h. Paramos e tiramos o filtro de papel
da moto do Neco e colocamos esponja. Passou a andar mais que a minha.
Enquanto
estávamos parados vimos uma situação que nos chocou. Pára um ônibus de linha
(tipo nosso interestadual) e vimos o motorista descer e abrir o compartimento
de carga e alojar uma índia com uma criança. Pensamos: que loucura o cara levar
a mulher com aquela tampa aberta, pois em uma curva poderia rolar pra fora.
Triste ilusão. O cara fechou a tampa e a índia e a criança foram fechadas o
resto da viagem.
Uns km atrás encontramos um grupo de 7 motos XL 250, que
estavam na beira da estrada abrindo os carburadores pra reduzir o giclê
(diminuir a entrada de gasol) por causa da altitude. Como o ar é rarefeito a
mistura precisa ser reequilibrada e uma saída é reduzir a vazão de combustível.
Um
cuidado muito grande que deve-se tomar é com os cachorros à beira da estrada de
Cochabamba a La Paz. Em todo o percurso. São cachorros grandes, pretos ou amarelados, que podem
derrubar as motos. Estes “perros” são dos nativos e como os bolivianos costumam
comer durante suas viagens, descartam o lixo pelas janelas. Este costume levou
os cachorros ao hábito de aguardo do descarte.
Em Challa, uma feira na beira da estrada.
Os caras carneiam ali mesmo, na beira da estrada...
Pit stop pro lanche.
Olha o estilo do pequeno nativo, só observando, quase nada de conversa.
No meio de toda aquela aridez, uma cabine telefônica (!?), que contraste.
Depois deste último abastecimento...
...todos os postos na estrada estavam sem gasolina. Tivemos que usar nossos tanques reservas (5 litros cada moto).
Chegando
em
La Paz , olhando à
direita da rodovia vê-se o Monte Chacaltaya com seu pico nevado (1ª visão de
neve da viagem)...
...e olhando-se na direção de La Paz o resto da cordilheira.
Estamos no altiplano
Boliviano e do outro lado da cordilheira a Bolívia Amazônica. A estrada entra
direto na cidade e transforma-se numa avenida de 4 pistas de cada lado.
Em La Paz a loucura do trânsito é maior que em Cochabamba, mas
diferente. Não há motos (em dois dias avistamos 6 motos), com exceção às motos
da polícia. Aqui o problema são as Vans e os Táxis. Nos disseram que são por
volta de 200.000 veículos.
Eles não param em sinal vermelho, não reduzem nas faixas de segurança, entopem as 4 pistas com as vans caçando passageiros, os táxis vão caçando passageiros pelo caminho como um lotação . E, o pior, todo mundo buzina o tempo todo, para todos e pra qualquer coisa. A gente até se divertia: parava o da frente a gente já buzinava. Mas ninguém briga, nem se xinga. É uma paranóia controlada. Andar de moto é um perigo, pois eles não estão acostumados e costumam mudar de faixa a todo o momento, uns fechando os outros (mesmo assim a guerra é só na buzina, sem brigas). No término desta avenida inicia uma auto-pista com pedágio de $2 bolivianos (foi o único pedágio que pagamos em toda a viagem). Esta auto-pista circunda a cidade (que fica literalmente em um buracão ) e chega-se ao centro da cidade.
Eles não param em sinal vermelho, não reduzem nas faixas de segurança, entopem as 4 pistas com as vans caçando passageiros, os táxis vão caçando passageiros pelo caminho como um lotação . E, o pior, todo mundo buzina o tempo todo, para todos e pra qualquer coisa. A gente até se divertia: parava o da frente a gente já buzinava. Mas ninguém briga, nem se xinga. É uma paranóia controlada. Andar de moto é um perigo, pois eles não estão acostumados e costumam mudar de faixa a todo o momento, uns fechando os outros (mesmo assim a guerra é só na buzina, sem brigas). No término desta avenida inicia uma auto-pista com pedágio de $2 bolivianos (foi o único pedágio que pagamos em toda a viagem). Esta auto-pista circunda a cidade (que fica literalmente em um buracão ) e chega-se ao centro da cidade.
Tudo doido !
Não conseguimos o
mapa da cidade e tivemos muita dificuldade em achar o Sucre Palace Hotel
(indicado em um relato de motociclista). Depois de muito rodar no trânsito
louco, já noite, chegamos ao hotel. Negociamos por US$30 apto. duplo, garagem,
café. Mas se arrependimento matasse...
O Hotel está em visível decadência. Fui
tomar um banho e abri a água quente (?) durante 20 minutos e não esquentava.
Não tinha toalha de rosto (depois descobrimos que em 90% dos outros hotéis também não haveria). O telefone não
funcionava. Reclamar não adiantou. Quem vier pode tentar a nossa 2ª opção que
era o Hotel Lido, Av. 6 de agosto, 2074.



































































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