Acordamos
6:00 h pelo despertador do celular , não nos dando conta que estava no horário
de Floripa, ou seja acordamos as 5h. Na fronteira fomos pegar um táxi boliviano
e o cara pede $10bol. Argumento que ontem paguei $6. Ficou por $6, mas disse
que ia pagar $8 porque ele ia me deixar
na Zona Franca e meu irmão na estação. Desci na zona franca e meu irmão foi
para estação. Acontece que ele não entendeu direito e pagou R$8,00 (reais)
assim toda aquela minha energia canalizada para a pechincha foi pro espaço. O
cara recebeu $24 bol. Deve tá rindo até agora. De volta da zona (franca é
claro) uma enorme fila foi se formando pro embarque. Quando abriram a entrada a
raça começou a vir de tudo que é lado e a fila foi pro saco. A polícia teve que
intervir para organizar.
Devidamente acomodados, o trem parte. Vale salientar
algumas coisas sobre o trem: o único que tem ar-condicionado é o Super Pulmann.
Nós
fomos no Pulmann, cujas poltronas são como de ônibus. As janelas ficaram
abertas dia e noite pois o calor é insuportável. Nunca pegue lugar no corredor
pois não chega muito vento. Peça a poltrona na Ventanilha (janela) . Dica: o
trem saiu às 11:45h e os melhores lugares são os números pares que nâo pegam
sol a viagem toda.
Primeira estação e o condutor (que já me conhecia) vem me
chamar pois está vazando gasolina da moto.
Fui correndo porque o trem já ia
saindo. Chego no vagão e a moto está no chão. Nem esquento, levanto a moto e
tiro todo o restinho da reserva. É obrigatório retirar toda gasolina do tanque
e não pode levar frasco com quebra-galho. Em Sta. Cruz tem um posto de gasolina (Surtidor) a cerca de 3
quadras. Se o cara não me conhecesse, a moto teria sido descarregada na hora e
eu só ia ficar sabendo em Sta. Cruz. 2ª Estação: Vem outro e me avisa que a moto caiu de
novo. Vou correndo. Deu pena. Tava a minha caída de lado e por cima dela a de
meu irmão. Só pude notar o para-brisa quebrado e o banco da outra arrancado.
Solução: quando não há solução,
solucionado está. Como elas ficaram? não sei, porque estou escrevendo esta parte do relato
dentro do trem. Como elas vão ficar? Nem imagino. Depois eu conto. Mas a vida
no trem é muito engraçada. Passam dezenas de garotas e garotos (8 a 16 anos) vendendo comida, limonada, empanada, refri
lata, água, frutas, etc.. Quando o trem para, troca a turma de dentro
(equipe de vendas) e lá fora outras dezenas vendendo pelas janelas do trem,
coisas que não dá para entender o que é. A equipe interna fica circulando boa
parte do percurso, aos gritos: limonada, café “brasileiro” – só imagina o que
deve ser. Só param à noite (graças a Deus). Os Bolivianos que sabem o que estão
fazendo, compram de tudo. Mas o cheiro da comida é muito forte, muita gordura e
muita fritura.
Paramos em Roboré e saí do trem para conhecer a estação. Uns 150m antes da estação começava o carreiro de barracas vendendo de tudo (churrasco não sei de que, pastéis de sei lá o que, um PF que não identifiquei a composição). Os passageiros bolivianos detonaram com tudo. Quando eu me decidi a provar alguma coisa não tinha mais. Ainda com um tempinho de folga, fui papear com alguns brasileiros que a gente avistava e nem precisava ter uma bandeira na cabeça que a gente sabe que é da terrinha. Um casal, ela de Floripa e ele de Chapecó. Uma turma de 6 ou 7 do Rio. Todos indo a Macchu Pichu, mas por caminhos diferentes. Aí, um carioca diz que recebeu informação de que está nevando em Cochabamba (nosso trajeto). Lá vamos nós para mais uma encrenca.













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