Saímos
às 8h.
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| Único posto (!?) da cidade...sem gasolina. |
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| Mas táxi tem bastante... |
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| Fomos dar um tchau para o pessoal da oficina de carro. |
A estrada está péssima neste trecho. Asfalto rachado, remendado e cheio
de buracos. Baixamos a velocidade para 50/80km/h. Sai-se, de novo, de 700m para
4.100m e depois baixa-se para o nível do mar, em Nasca. Nos primeiros 30 km só consegui colocar a 5ª marcha uma vez, depois a
estrada ficou melhor. Quando se alcança os 4.000m está-se entrando nas
“Galeras” (região preservada). Mesmo nesta altitude não sentimos frio, talvez
por estarmos mais próximos do mar.
Quando
começamos a baixar (uns 80km de Nasca) a vegetação desaparece, surgem cactos e
a visão é de puro deserto.
Há 50km de Nasca sentimos um calor em
ascendência. Fomos
forçados a parar a tirar a roupa para frio (ocasião na qual aquele viado do meu
irmão aproveitou pra tirar uma foto quando eu tirava a ceroula no meio da
pista).
Ao chegar a Nazca...
...fomos almoçar “pollo”...
...e ao pegarmos as motos no
estacionamento o termômetro marcava incríveis 46,4º C, umidade relativa de 18%.
Já íamos pra estrada quando
o Neco insiste em dar uma volta pelo centro da cidade, para conhecer e
aproveitar aquele ar agradável (?) que estava. Quando estamos fazendo a
circulada padrão em volta da Plaza principal, o Neco me grita: Olha quem tá lá!
Não dá pra acreditar : é o 4º encontro com esses caras. É possível que a gente
passe um ano sem se cruzar em Floripa, mas aqui...O Julio e o Cezar estavam
dando uma volta na praça, enquanto o Telmo dava uma descansada no hotel.
Ainda
estão em Nasca pois foram ver as linhas, de avião, esta tarde e só vão pra
estrada amanhã.
Dissemos
que íamos seguir naquela hora pro rumo de Arequipa. Nos encontramos por aí!
Na
saída resolvemos ver as tais de linhas. Fomos até um “mirador” – olhador –
natural...
...e numa torre de 20m...
e vimos as linhas, que nada mais são do que as
pedras do solo afastadas para o lado, deixando à mostra só a areia, permitindo
visualisa-las pela diferença de tonalidade, pois as rochas são mais escuras que
o solo arenoso. A forma é simples, mas como fizeram isto sem recursos
tecnológicos em 300 A.C. é o mistério. Algumas linhas chegam a ter 30km de
extensão. Agora, a ignorância chegou ao cúmulo, quando soubemos que as linhas
foram descobertas em 1940 e que em 1960 construiram a Ruta Panamericana por cima de alguns
desenhos.
Saimos de Nazca às 17h e pau
na estrada pra não pegar noite.
Deserto, ventos fortíssimos e uma estrada
excelente levou-nos a Lomas, costa do Pacífico. A moto do Neco falhando um
pouco. Quase anoitecendo. Já meio escuro, paramos no primeiro hotel na entrada
da cidade.
Hotel
Lomas Eco Playa, situado à beira-mar, 5m acima do nível da água, visual
maravilhoso e enseada de mar manso. Gente na água e uns dez barracões à beira
d’água com bares e boites.
Pedimos uma cerva e nos acomodamos em uma mesinha
com vista pro marzão. Maravilha. Pedimos filé de linguado e cervas.
Mas
continuamos com azar no banho de chuveiro. Neste hotel ficamos das 22 às 24h
esperando a água esquentar. Telefone até que tentamos, mas só tinha um na
cidade e tinha uma fila de 10 aguardando. Internet só na lembrança.
Por Luis Fernando – Depois de
rodar mais de 300 Km (metade
deles a 46° no sol), deserto,ventos fortíssimos, moto falhando, noite
chegando...de repente estávamos ali, em uma mesa ao ar livre, de frente para o
Pacífico (uma enseada bem calma), saboreando um belo jantar com cervas
Cusquenãs e ouvindo boas músicas .
O som vinha de um apartamento no 2º
andar do Hotel, conhecemos algumas pessoas que ali estavam (trabalham na região
e ficam hospedados neste hotel) e ouviam músicas de Diego Torres (que não
conhecíamos, e gostamos), mas quando souberam que éramos brasileiros, em
homenagem, colocaram algumas músicas
brasileiras (bossa nova, Tom Jobim).
Foi um final de dia muito legal.























































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