quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

21 JAN – De Puquio à Nasca e Lomas-PE.

Saímos às 8h.




Único posto (!?) da cidade...sem gasolina.

Mas táxi tem bastante...

Fomos dar um tchau para o pessoal da oficina de carro.

A estrada está péssima neste trecho. Asfalto rachado, remendado e cheio de buracos. Baixamos a velocidade para 50/80km/h. Sai-se, de novo, de 700m para 4.100m e depois baixa-se para o nível do mar, em Nasca. Nos primeiros 30 km só consegui colocar a 5ª marcha uma vez, depois a estrada ficou melhor. Quando se alcança os 4.000m está-se entrando nas “Galeras” (região preservada). Mesmo nesta altitude não sentimos frio, talvez por estarmos mais próximos do mar.









Quando começamos a baixar (uns 80km de Nasca) a vegetação desaparece, surgem cactos e a visão é de puro deserto.







Há 50km de Nasca sentimos um calor em ascendência. Fomos forçados a parar a tirar a roupa para frio (ocasião na qual aquele viado do meu irmão aproveitou pra tirar uma foto quando eu tirava a ceroula no meio da pista).












Ao chegar a Nazca...


...fomos almoçar “pollo”...


...e ao pegarmos as motos no estacionamento o termômetro marcava incríveis 46,4º C, umidade relativa de 18%.


Já íamos pra estrada quando o Neco insiste em dar uma volta pelo centro da cidade, para conhecer e aproveitar aquele ar agradável (?) que estava. Quando estamos fazendo a circulada padrão em volta da Plaza principal, o Neco me grita: Olha quem tá lá! Não dá pra acreditar : é o 4º encontro com esses caras. É possível que a gente passe um ano sem se cruzar em Floripa, mas aqui...O Julio e o Cezar estavam dando uma volta na praça, enquanto o Telmo dava uma descansada no hotel.


Ainda estão em Nasca pois foram ver as linhas, de avião, esta tarde e só vão pra estrada amanhã.
Dissemos que íamos seguir naquela hora pro rumo de Arequipa. Nos encontramos por aí!
Na saída resolvemos ver as tais de linhas. Fomos até um “mirador” – olhador – natural...









...e numa torre de 20m...






e vimos as linhas, que nada mais são do que as pedras do solo afastadas para o lado, deixando à mostra só a areia, permitindo visualisa-las pela diferença de tonalidade, pois as rochas são mais escuras que o solo arenoso. A forma é simples, mas como fizeram isto sem recursos tecnológicos em 300 A.C. é o mistério. Algumas linhas chegam a ter 30km de extensão. Agora, a ignorância chegou ao cúmulo, quando soubemos que as linhas foram descobertas em 1940 e que em 1960 construiram  a Ruta Panamericana por cima de alguns desenhos.


Saimos de Nazca às 17h e pau na estrada pra não pegar noite.



Deserto, ventos fortíssimos e uma estrada excelente levou-nos a Lomas, costa do Pacífico. A moto do Neco falhando um pouco. Quase anoitecendo. Já meio escuro, paramos no primeiro hotel na entrada da cidade.
Hotel Lomas Eco Playa, situado à beira-mar, 5m acima do nível da água, visual maravilhoso e enseada de mar manso. Gente na água e uns dez barracões à beira d’água com bares e boites.



Pedimos uma cerva e nos acomodamos em uma mesinha com vista pro marzão. Maravilha. Pedimos filé de linguado e cervas.



Mas continuamos com azar no banho de chuveiro. Neste hotel ficamos das 22 às 24h esperando a água esquentar. Telefone até que tentamos, mas só tinha um na cidade e tinha uma fila de 10 aguardando. Internet só na lembrança.

Por Luis Fernando – Depois de rodar mais de 300 Km (metade deles a 46° no sol), deserto,ventos fortíssimos, moto falhando, noite chegando...de repente estávamos ali, em uma mesa ao ar livre, de frente para o Pacífico (uma enseada bem calma), saboreando um belo jantar com cervas Cusquenãs e ouvindo boas músicas .
O som vinha de um apartamento no 2º andar do Hotel, conhecemos algumas pessoas que ali estavam (trabalham na região e ficam hospedados neste hotel) e ouviam músicas de Diego Torres (que não conhecíamos, e gostamos), mas quando souberam que éramos brasileiros, em homenagem,  colocaram algumas músicas brasileiras (bossa nova, Tom Jobim).

Foi um final de dia muito legal.    

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