Passando a cidade de Miranda (meio do caminho) a minha XT deu uma balançada. Parei com o pneu traseiro furado. Sempre viajando a 110/120km/h (quando a estrada permite), mesmo nesta velocidade e pneu
Aí, meu irmão foi buscar (isto é, tentar) um macaco hidráulico (pois a XT não tem cavalete central)...
Tiramos a roda e ele levou para consertar. Fiquei 2:30 horas no meio do Pantanal Matogrossense, a 38º C, mosquito pra caramba, sem um ventinho e com uma tremenda sede. Assim mesmo tava uma loucura. O Pantanal é uma maravilha.
Resolvido o problema, voltamos pra estrada (horrível, toda ondulada e no máximo 80km/h). No km 660 uma surpresa: uma placa ao lado de uma ponte anunciava: BRUTO – Dna. Maria e o jacaré do Globo Rural. Tínhamos parado pra tomar uma coca gelada e fomos ver o que era (o pessoal de Campo Grande já tinha comentado conosco). Quem for pra Corumbá não pode perder esta. A Dna. Maria já foi reportagem do Globo Rural e outras emissoras de TV. Ela bate com um pau na água e chama os jacarés pelo nome. É, pelo nome. Cada um tem um nome: Tafarel, Brutus, etc... E, quando ela chama, só vem o que ela está chamando. Os outros ficam só com os olhos de fora, parados. O jacaré que ela chama vem até a margem e sobe, ficando ao lado dela. Ela dá comida e chama outro, que vem na hora. Ela além de alimentar, passa a mão num gesto de carinho, pois diz que criou a todos desde filhotes.
. Eu também não resisti: disse a ela que não saia dali sem pegar a cauda de um deles. E a foto marcou a façanha. Este da foto tem cerca de 2,20m a 2,50m de comprimento.
Voltando pra estrada, pela 2ª vez, nos deparamos com uma boiada no meio do
asfalto, com umas 700 cabeças. Tivemos que parar e descer das motos pra não
assustar o gado. O calor cada vez maior. Nas margens da estrada, nos banhados,
uma pequena amostra do Pantanal: jacarés (muitos e de todos os tamanhos), veados
(até lembrei de alguns amigos), gaviões, tuiuiús (ave símbolo do Pantanal – são
enormes) e muito mosquito. Passamos o tempo todo em baixa velocidade por haver
perigo de cair ao bater em algum animal que cruzasse a estrada, além de matar
alguma espécie nativa. Muitos não ligam pra preservação ambiental e atropelam
os bichos que cruzam o asfalto. Fomos controlando (calculando o rumo e velocidade)
as nuvens de chuva pra não pegarmos um aguaceiro. Como a região é plana a gente
pode perceber o deslocamento das nuvens e ver se vão cruzar a estrada. Caso
positivo a gente aguardava um pouco em algum posto de gasolina ou bar.
Já
há 120 km de Corumbá, uma ponte com
pedágio de R$3,00 para moto e R$5,00 pra carro (um roubo. A ponte tem uns 200m,
e o pedágio é só pela ponte). A estrada é ... como vou descrever?... UMA MERDA!
, toda esburacada, ondulada, rachada, etc... Logo após a ponte, um posto de gasolina,
com araras, macacos, cervos. Não presos, mas nas matas e campos ao redor do
posto. Lindíssimo.
Chegamos
em Corumbá já noite. Escolhemos o Hotel Sta. Mônica, no centro, apto.
duplo/ar/frigo/piscina/internet R$80,00. Hoje precisávamos de um descanso
melhorado, afinal ninguém é de ferro. Fomos à churrascaria Laço de Ouro, que
recomendamos.



































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