sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

24 JAN – De Tacna à Pozo Almonte-CH.

A saída foi um pouco demorada porque fui à caça de uma oficina pra apertar o tal de pedal das marchas, o que consegui numa concessionária Ford.



Depois à caça de um “cajero eletrônico”, depois à caça de um posto de gasolina que aceitasse “tarjeta” (cartão).



Essa senhora veio nos perguntar se não sentíamos dor nas costas e pernas, he he he.


Conseguimos sair às 10h. No caminho, olha o nome da cidade...demos muitas risadas.



Meia hora depois chegamos à Aduana de Sta. Rosa.



De chegada um policial pergunta se temos o formulário de acompanhantes preenchido. Que formulário???? Mas gentilmente ele vai até uma guarita e, surpreendentemente, consegue os dois últimos com um colega dele, por módicos $10 soles. FDP. No momento todos os carros estavam parando e tirando toda a bagagem para revista. Tudo era aberto e vistoriado pelos policiais, com cão farejador e tudo mais. Já pensamos: que saco, vamos ter que desmanchar toda a muamba. Mas, para nossa surpresa, mandam que passemos para a 2ª etapa: dar a saída nas motos (agora acho que valeu os $10). Só dão uma carimbada e mandam a gente pra imigração, 50m à frente. Carimbam o passaporte e mais um carimbo no raio do formulário. Liberados, saímos e damos de cara com mais uma cancela. Paramos e o policial pede pra ver o maldito formulário. Para, desliga a moto, tira luva, puxa o formulário, o cara olha, fica com uma via, carimba a outra e aí vamos embora. Cinco km depois, Aduana de Chacalluta, entrada no Chile. Aí a coisa pega. Largo a moto e peço informação, pois tinha umas 4 filas e gente pra caramba. 1º controle sanitário, 2º passar bagagem pelo RX, 3º imigração, 4º dar entrada na moto (basicamente é uma importação temporária). A menor fila tinha umas 10 pessoas.Passamos pelas três primeiras numa boa. Na 4ª (o policial da 3ª disse que eu podia levar os documentos das duas motos e o Neco ficava cuidando) entrego os documentos prum cara que devia ter acordado há uns 15 minutos atrás. A besta me olha e pergunta: estás pilotando as duas? Eu até pensei em dizer que uma era pra mãe dele, mas fiquei quieto. Não adiantou argumentar que o colega dele é que disse pra eu levar os dois documentos. Chamei o Neco. O cara manda que eu espere, e atende uns 3 na minha frente. Me entrega um formulário (permisso temporário) em duas vias pra que eu assine. Assino e deixo na boca do guichê. Aí dá um ventão e formulários e caneta batem no peito do cara (que estava virado pro micro). O cara me fulmina com o olhar e diz: “por que jogastes?”  Pensei: agora deu merda. Só disse: foi o vento. E o imbecil ainda ficou encarando. Mas liberou o documento. Depois pediu que o Neco esperasse e atendeu mais uns seis na frente dele. Só pra irritar.  Na saída encontramos 4 caras de Gramado/RS indo pra São Pedro de Atacama e combinamos de nos encontrar lá. Almoçamos em Arica...


...e fomos pra estrada. A região toda é desértica e quase sem cidades, povoados, casas e, é claro, postos de gasolina.











Em Huara (240km) com medo da pane seca, conseguimos gasol numa casa (parecia mal assombrada) próxima a um posto de pesagem.




Chegamos a Poso Almonte (fica 50km de Iquique) já noite. Abastecemos, achamos hotel e fomos jantar. Uma restaureba medonha, mas o rango foi bom. Tinha uma dessas máquinas de botar moeda e escolher música.



Quando chegamos tocavam essas músicas típicas regionais. Eu ia pra máquina e botava Cristina Aguilera, Destiny Childs, etc... Um baita sonzão e os caras olhando.

Por Luis Fernando – O Quico esqueceu (ou nem quis lembrar) do Hotel (não lembro o nome) em Poso Almonte, um hotel novo, o único da cidade. Depois de negociarmos o preço, perguntamos para a recepcionista se serviam janta...”até tem, eu mesma faço, mas hoje eu não estou afim” (?).
Fomos jantar  em um restaureba (como disse meu irmão), voltamos para o hotel com a idéia de tomar um bom banho e dormir, afinal o dia tinha sido cansativo e queríamos acordar cedo para seguir viagem.O quarto e as camas eram razoáveis, o banheiro pequeno e o box menor ainda, impossível girar o corpo sem bater nas paredes. Como não encontramos as toalhas, solicitei ao dono do hotel...”só amanhã pois nós lavamos as toalhas e elas ainda estão úmidas”(?).
Tivemos que usar as toalhas úmidas (acho que só tinha duas toalhas no hotel).

Como diz nosso amigo Miguel, “uno petáculo”.  

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