Saímos
à luta para desvendar os mistérios da viagem no trem da morte para Santa Cruz de La
Sierra-Bolívia. Por indicação do pessoal de Campo Grande fomos procurar
o Vladimir (dono do Café Sâo Paulo), que nos atendeu como a um irmão, deixando o
trabalho de lado pra atender umas pessoas que nunca tinha visto na vida. Nos
colocou na sua Ecoesport limpinha e foi procurar o Antelmo, na cidade de Paradero, para auxiliar-nos nos meandros da
burocracia boliviana, e lambuzou de barro o carro todo. Ao Vladimir o nosso
grande abraço que não conseguimos dar antes da partida.
Para entender melhor:
saindo de Corumbá, em direção à fronteira, chega-se num posto da receita
federal do Brasil (passa-se direto pois não é preciso identificar-se para sair
do Brasil), 50m depois já cruzamos a fronteira e estamos em Arroio
Concepcion , onde se
localiza a Aduana (veículos) e a Imigração (pessoas) Boliviana. Primeiro passar
na Imigração para dar sua entrada no País. Levar o Passaporte, Carteira
Internacional de Vacinação (febre amarela), e preencher o formulário que vão
lhe entregar. Lembrar que este formulário deve ser bem guardado pois será
exigido na saída da Bolívia. Eles carimbam o formulário e o Passaporte. Na
Aduana, levar a moto, o certificado de propriedade (não pode estar alienada),
passaporte com o carimbo de entrada e a carteira de habilitação internacional
(tirar no Touring Clube no Brasil R$140,00) para que eles emitam o documento de
permissão para transitar com a moto pela Bolívia. Nada disto é cobrado. Com o
auxílio do Antelmo as providências foram agilizadas . Ele entra
nos escritórios, fala com a polícia, adianta tudo. É ótimo)
De
posse do Passaporte carimbado e do Permisso
pra moto, fomos pra estação de trem para comprar as passagens.Tudo lotado pra hoje e pra manhã. Só sairemos no sábado. Compramos os bilhetes pro Pulmann a $115 (cento e quinze bolivianos = R$ R$38,00) que sairá às 11:45h e chegará às 6:00h





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