segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

5 JAN – Fronteira com a Bolívia.

Saímos à luta para desvendar os mistérios da viagem no trem da morte para Santa Cruz de La Sierra-Bolívia. Por indicação do pessoal de Campo Grande fomos procurar o Vladimir (dono do Café Sâo Paulo), que nos atendeu como a um irmão, deixando o trabalho de lado pra atender umas pessoas que nunca tinha visto na vida. Nos colocou na sua Ecoesport limpinha e foi procurar o Antelmo, na cidade  de Paradero, para auxiliar-nos nos meandros da burocracia boliviana, e lambuzou de barro o carro todo. Ao Vladimir o nosso grande abraço que não conseguimos dar antes da partida.


 Para entender melhor: saindo de Corumbá, em direção à fronteira, chega-se num posto da receita federal do Brasil (passa-se direto pois não é preciso identificar-se para sair do Brasil), 50m depois já cruzamos a fronteira e estamos em Arroio Concepcion, onde se localiza a Aduana (veículos) e a Imigração (pessoas) Boliviana. Primeiro passar na Imigração para dar sua entrada no País. Levar o Passaporte, Carteira Internacional de Vacinação (febre amarela), e preencher o formulário que vão lhe entregar. Lembrar que este formulário deve ser bem guardado pois será exigido na saída da Bolívia. Eles carimbam o formulário e o Passaporte. Na Aduana, levar a moto, o certificado de propriedade (não pode estar alienada), passaporte com o carimbo de entrada e a carteira de habilitação internacional (tirar no Touring Clube no Brasil R$140,00) para que eles emitam o documento de permissão para transitar com a moto pela Bolívia. Nada disto é cobrado. Com o auxílio do Antelmo  as providências foram agilizadas . Ele entra nos escritórios, fala com a polícia, adianta tudo. É ótimo)



De posse do Passaporte carimbado e do Permisso pra moto, fomos pra estação de trem para comprar as passagens.



Tudo lotado pra hoje e pra manhã. Só sairemos no sábado. Compramos os bilhetes pro Pulmann  a $115 (cento e quinze bolivianos = R$ R$38,00) que sairá às 11:45h e chegará às 6:00h em Sta. Cruz. Para as motos, antes de embarcar, tem que ir falar com o Bodegueiro (encarregado da Bodega – vagão de carga) que vai dizer quando embarcar e que horas levar as motos para pesar. O valor do transporte da moto é de BO$1 por Kg de peso da moto. Depois de pagar a taxa, a moto vai ser embarcada pelos empregados da estação e a gente deve acompanhar pra garantir que vai ficar bem fixada com os tensores de catraca que a gente deve levar. Depois de tudo acertado, pagamos R$70,00 pelos serviços de facilitação da burocracia e recomendo que quando alguém se aventurar neste roteiro de aventura, procure o Antelmo.  Uns 200m depois da estação de trem, tem a Zona Franca Puerto Aguirre, onde tudo tem preço menor que no Brasil (câmeras digitais, cartões de memória, equipamentos de informática, som e vídeo, ferramentas, bebidas, perfumes,azeites de oliva, etc... Não se paga pra entrar. Se quiser visitar pode ir de táxi (boliviano) pois é muito barato.





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