Estava
terrível de quente. Acordamos às 8h, café no hotel. Levei a XTzona para lavar. Fomos procurar um cyber-café para tratar as fotos para
reduzir tamanho para internet . Não conseguimos um micro com o programa. Aí,
muito calor, fomos pras Skol. Encostamos numa padaria e mandamos baixar duas
geladas numa mesinha na calçada. Papo vai, papo vem, aparece um coroa duns 65
anos, roupa meio suja, e começa a falar com a gente, contando umas meio histórias
meio piadas. O cara meio com jeito de mendigo (só jeito) mas num papo que a
gente percebeu certa cultura. O cara é o
Silveira. Gente finíssima. Por alguns percalços da vida deve ter ficado na
pior. Constatamos que ele gosta de ajudar as pessoas. Depois de muito papo pedi
uma coca para ele e sentou-se com a
gente. Foi meio-de-campo de vários clubes de futebol
(brasil/bolivia/chile/equador/peru)mas não perguntamos por que parou. De
repente, levanta, vai até a esquina e fica olhando para longe com as mãos na
cintura. Volta, me olha e diz: nao deves
fazer nenhum acordo verbal. Se fores fazer algum acordo leva um homem de preto
ou faz as vezes dele. Vais ter uma surpresa financeira muito boa após 2 de
fevereiro. Compra uma bola, dessas para exercitar a musculatura da mão. Tens
necessidade de ficar em contato com a natureza em decorrência de tuas vidas
passadas. Descendes de Buda.Precisas cuidar de teu estômago. Parou, olhou
pro meu irmão e disse uma série de coisas, que acho que ele vai relatar
depois.Vidente? Não se sabe. Mas acertou um monte de coisas.
Saímos da padaria
e fomos levar as motos para embarcar no trem.
Chegando na estação procuramos o
Bodegueiro (Franklin) com quem fizemos amizade.
Mesmo assim levamos 4 horas
para colocar as motos no vagão pois tinham que terminar de descarregar um
caminhão. Primeiro pesam-se as motos numa casinha tão pequena que quase
arrancam os baús laterais da minha XT. A minha pesou 237kg com os três baús. A
outra 217kg.
Os estivadores começam pedindo R$125,00 por moto (US$50).
Pechincho e baixa para $200 bolivianos (R$70,00) e na tacada final fecho por
R$50,00 por moto. Embarcamos as motos em níveis.
Primeiro para cima de
um caminhão e do caminhão para o vagão.
Fixamos cada moto com dois tensores com
catraca e ainda colocaram duas cordas na traseira.
Fomos para o escritório do
Bodegueiro para ele fazer a Nota de Despacho e pagarmos o frete ($1,00
boliviano por kg). A minha saiu R$80,00 e a outra R$70,00.
Fugimos daquele
sufoco e fomos pro hotel de táxi boliviano ate a fronteira ($3 bol por
pessoa) e outro brasileiro até o hotel
por R$20,00 (os táxis não circulam fora do País de origem – pelo menos
teoricamente).















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