terça-feira, 19 de janeiro de 2016

6 JAN – Morgando em Corumbá e o misterioso Silveira.

Estava terrível de quente. Acordamos às 8h, café no hotel. Levei a XTzona para lavar. Fomos procurar um cyber-café para tratar as fotos para reduzir tamanho para internet . Não conseguimos um micro com o programa. Aí, muito calor, fomos pras Skol. Encostamos numa padaria e mandamos baixar duas geladas numa mesinha na calçada. Papo vai, papo vem, aparece um coroa duns 65 anos, roupa meio suja, e começa a falar com a gente, contando umas meio histórias meio piadas. O cara meio com jeito de mendigo (só jeito) mas num papo que a gente percebeu  certa cultura. O cara é o Silveira. Gente finíssima. Por alguns percalços da vida deve ter ficado na pior. Constatamos que ele gosta de ajudar as pessoas. Depois de muito papo pedi uma coca para ele e sentou-se  com a gente. Foi meio-de-campo de vários clubes de futebol (brasil/bolivia/chile/equador/peru)mas não perguntamos por que parou. De repente, levanta, vai até a esquina e fica olhando para longe com as mãos na cintura. Volta, me olha e diz: nao deves fazer nenhum acordo verbal. Se fores fazer algum acordo leva um homem de preto ou faz as vezes dele. Vais ter uma surpresa financeira muito boa após 2 de fevereiro. Compra uma bola, dessas para exercitar a musculatura da mão. Tens necessidade de ficar em contato com a natureza em decorrência de tuas vidas passadas. Descendes de Buda.Precisas cuidar de teu estômago. Parou, olhou pro meu irmão e disse uma série de coisas, que acho que ele vai relatar depois.Vidente? Não se sabe. Mas acertou um monte de coisas. 


Saímos da padaria e fomos levar as motos para embarcar no trem.


Chegando na estação procuramos o Bodegueiro (Franklin) com quem fizemos amizade. 


Mesmo assim levamos 4 horas para colocar as motos no vagão pois tinham que terminar de descarregar um caminhão. Primeiro pesam-se as motos numa casinha tão pequena que quase arrancam os baús laterais da minha XT. A minha pesou 237kg com os três baús. A outra 217kg.



Os estivadores começam pedindo R$125,00 por moto (US$50). Pechincho e baixa para $200 bolivianos (R$70,00) e na tacada final fecho por R$50,00 por moto. Embarcamos as motos em níveis. Primeiro para cima de um caminhão e do caminhão para o vagão.







Fixamos cada moto com dois tensores com catraca e ainda colocaram duas cordas na traseira.



Fomos para o escritório do Bodegueiro para ele fazer a Nota de Despacho e pagarmos o frete ($1,00 boliviano por kg). A minha saiu R$80,00 e a outra R$70,00.


Fugimos daquele sufoco e fomos pro hotel de táxi boliviano ate a fronteira ($3 bol por pessoa)  e outro brasileiro até o hotel por R$20,00 (os táxis não circulam fora do País de origem – pelo menos teoricamente).


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