Levantamos
às 6h, mas arruma tudo, toma café, etc... O pessoal saiu às 9h porque nós
dissemos que tinhamos algumas coisas a fazer antes de sair de Cusco. Depois a
gente se encontra. Saímos às 10h. A estrada é quase toda em curvas.
UMA MARAVILHA ! Reta é
pra trem. Pista em excelente estado, sinalizada, agora com poucos “perros”. Numa
velocidade entre 90 e 110km/h, fomos curtindo (as curvas não são fechadas, são
curvas longas e inclinadas adequadamente). Sai-se de 700m a.n.m. e chega-se a
4.500m. É uma grande subida que termina ao alcançar-se o altiplano.
No final
desta subida, faltando só umas 6 curvas para entrar na região plana, eu entro
numa curva “ferradura – 180º “, embaladíssimo, e na saída da curva a moto
derrapa inteira de lado, eu levanto a perna direita e ela sai por baixo, indo
parar uns 10m de onde eu parei (lembram do aviso do Chef??? Pois é, eu não
lembrei.). Meu irmão chega logo após, vê a moto caída mas não me vê ao lado da
moto (entendível, porque ele chega deitado na curva e a única coisa alinhada
com ele era a minha moto).
Levantamos a moto e fomos conferir o estrago. Em mim só uma raspada no cotovelo (antisséptico/gase/esparadrapo) e na Xtzona: quebrou manete da embreagem (viva meu primo Paulinho que na última hora me entregou uma reserva), espelho trincado, suporte do baú esquerdo torto.
Ajeitamos o que deu e já íamos seguir viagem quando chega um grupo de 8 suiços de moto alugada (um deles conversei na noite anterior no Norton) e estavam com um jeep de apoio com carro reboque. Já queriam botar a moto no reboque e levar até a próxima cidade para que eu pudesse arrumar. Que nada, tá bom assim! Se ficar melhor estraga.
Em Abancay abastecemos as motos, um rápido lanche e seguimos viagem.
Chegamos à cidade de Chalhuanca no final da tarde.
A cidade é tão grande que perguntamos prum cara, que tava sentado num banco da praça, onde tinha hotel, e ele apontou prá trás e disse que os outros 3 estavam lá. Pois é: o 3º encontro foi no Hotel Zegarra.
Eles tinham saído pra tomar banho termal (disseram que se ferraram porque a água estava a 60º C). Molhar o biscoito nessa temperatura é como depenar frango. Harrghhhh!
Levantamos a moto e fomos conferir o estrago. Em mim só uma raspada no cotovelo (antisséptico/gase/esparadrapo) e na Xtzona: quebrou manete da embreagem (viva meu primo Paulinho que na última hora me entregou uma reserva), espelho trincado, suporte do baú esquerdo torto.
Ajeitamos o que deu e já íamos seguir viagem quando chega um grupo de 8 suiços de moto alugada (um deles conversei na noite anterior no Norton) e estavam com um jeep de apoio com carro reboque. Já queriam botar a moto no reboque e levar até a próxima cidade para que eu pudesse arrumar. Que nada, tá bom assim! Se ficar melhor estraga.
Em Abancay abastecemos as motos, um rápido lanche e seguimos viagem.
Chegamos à cidade de Chalhuanca no final da tarde.
A cidade é tão grande que perguntamos prum cara, que tava sentado num banco da praça, onde tinha hotel, e ele apontou prá trás e disse que os outros 3 estavam lá. Pois é: o 3º encontro foi no Hotel Zegarra.
Eles tinham saído pra tomar banho termal (disseram que se ferraram porque a água estava a 60º C). Molhar o biscoito nessa temperatura é como depenar frango. Harrghhhh!
Na hora da janta o Telmo diz que tratou com o dono do restaurante do próprio hotel, que o cara ia fazer uma espécie de coelho da região. Disse o cara que ali é conhecido como um prato muito especial : “Cuy”. Enquanto o cozinheiro foi preparar os “coelhos” eu fui dar uma ligada pras minhas 2 gatas. Aí quem me atende é meu cunhado Diego (que já conhece estas paragens) e aproveito pra perguntar se conhece o Cuy do pessoal daqui (no bom sentido, é claro). Volto pra mais uma cerva e eis que chegam os “coelhinhos”. Sim, coelhinhos, porque os bichinhos eram pequenos, um pouco maiores que uma codorna no espeto. Comemos, mordemos, chupamos as costelinhas. O tempero eu garanto que faço melhor, mas na fome até Cuy a gente come. Acharam pouco e eu pedi um “pollo” – frango, para reforço. Depois que todos comeram o Cuy do dono do hotel, eu pergunto pra eles se eles lembram daqueles bichinhos que a gente pôe numas gaiolinhas e dá pra criançada brincar no Brasil. Logo um lembrou: Porquinho da Índia. É isso aí : porquinho da índia, também conhecido como Cuy. Como cada um fez uma cara diferente, não sei quem gostou e quem enojou. Mas eu gostei de comer Cuy. Eu queria mesmo era ter comido um negócio diferente em Cochabamba, mas fiquei com receio de perguntar : Brochetas. Mas eu ainda vou comer uma brocheta peruana. Bem, vamos parar de sacanagem e vamos continuar a viagem.
Por Luis Fernando – Já
tínhamos lido em alguns relatos que o trecho Cusco / Abancay era belíssimo, o
que foi confirmado. Estrada com curvas,descidas,curvas,subidas,curvas , curvas
e mais curvas entre grandes montanhas. Paisagens lindíssimas.
Mas foi no trecho Abancay /
Chalhuanca que a “Dança da Faixa
Amarela” chamou a atenção.
Vou explicar: uma estrada (lindíssima também) entre grandes montanhas, sempre costeando um rio (ora na esquerda, ora na direita) na sua maioria plana com pequenos aclives e declives, asfalto excelente e com várias seqüências de “S”
Vou explicar: uma estrada (lindíssima também) entre grandes montanhas, sempre costeando um rio (ora na esquerda, ora na direita) na sua maioria plana com pequenos aclives e declives, asfalto excelente e com várias seqüências de “S”
E nessas seqüências, como conseguíamos
ver longe o final do “S”, podíamos fazer a melhor tangência, deitando de um
lado para o outro, ocupando toda a pista, e nesse vai- e- vem percebíamos, no
asfalto, a troca de lado constante da
faixa amarela de sinalização.
Foi um trecho que proporcionou muito
prazer na pilotagem.








































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